VESTIBULAR NO MEIO DO ANO – Por coronavírus, vestibulares serão remotos e com fiscalização por câmera

Fonte: Folha de São Paulo

Faculdades também aceitam notas antigas do Enem e adiam provas presenciais

Faculdades com vestibular no meio do ano precisaram se adaptar rápido para oferecer alternativas ao vestibular presencial tradicional –e com aglomeração– no meio da pandemia.

Em alguns casos, a solução foi considerar só a nota do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). A PUC-SP é uma das que adotou a estratégia. O vestibulando poderá escolher entre a nota de 2018 e 2019 no exame. É a primeira vez que a universidade, que oferecerá 350 vagas, distribuídas entre sete cursos, não terá prova presencial.

A São Leopoldo Mandic de Araras, que tem 169 vagas para medicina no meio do ano, também vai usar o Enem (considerando até a edição de 2009), mas isso valerá 70% da nota. Os outros 30% virão de uma redação a ser escrita a partir da casa do candidato, num ambiente fechado da internet.

“O candidato terá que ficar com a webcam ligada, haverá um fiscal para cada 40 pessoas, e um software vai monitorar a digitação e os movimentos do mouse. Fotos também serão tiradas e comparadas à do documento de inscrição”, diz Rui Brito, procurador institucional da faculdade.

A Faap também deve usar um programa similar para monitorar seus vestibulandos na avaliação, marcada para 14 de junho. Para se adaptar à realidade imposta pelo vírus, a prova será mais curta, e a redação, que será manuscrita sob supervisão e logo depois enviada a uma plataforma, terá um peso maior.

“Tivemos que fazer essas mudanças. É impossível garantir 100% que o aluno não vai colar, mas eu quero pelo menos dar trabalho para ele”, diz Rogério Massaro, assessor acadêmico da faculdade.


A FGV (Fundação Getulio Vargas) ainda não confirma oficialmente, mas é outra que deve ter avaliação online para preencher as 250 vagas ofertadas em seu processo seletivo.

MATÉRIA COMPLETA

Deixe um comentário

*

captcha *