Com futuro do MEC em jogo, secretária de Educação comenta peso do imbróglio

Fonte: Jornal Opção

“Para nós secretários, a situação vai ficando mais difícil” diz Fátima Gavioli sobre falta de rumo no Ministério

O imbróglio no Ministério da Educação (MEC) tem sido alvo de inúmeras críticas nestes 100 primeiros dias de governo. A situação calamitosa tem gerado desgaste na pasta e pressionado o presidente, Jair Bolsonaro (PSL) a tomar uma atitude. Depois de uma série de derrapadas, a cabeça do ministro Ricardo Velez está em jogo. O próprio presidente reconhece que falta gestão e alega que resolverá a situação nesta segunda-feira, 8.

Acontece que Bolsonaro garantiu, no último domingo, 7, durante um almoço no Lago Sul, que resolveria a situação do ministério nesta segunda. Ainda não se sabe quais serão as decisões do presidente, mas a expectativa é de exoneração do ministro. Velez, por sua vez, já assegurou que só deixará o cargo a mando do presidente.

Reflexos

A secretária de educação de Goiás, Fátima Gavioli, disse, em entrevista, que as indefinições atrapalham no seguinte sentido: “Por exemplo, eu recebo uma mensagem dizendo que a Prova Brasil está suspensa. Durmo preocupada com isso. Quando acordo fico sabendo que a prova não foi suspensa”. “Estamos vivendo um cenário de bastante insegurança”, destacou a secretária antes de levemente associar as “patinadas” aos auxiliares de Velez.

Secretária
de Educação, Fátima Gavioli / Foto: Lívia Barbosa /Jornal Opção

Gavioli reforçou que continuará cuidando da educação do Estado e desejou sucesso ao presidente, Jair Bolsonaro (PSL) e também ao ministro. “Enquanto o MEC não tiver um rumo, para nós secretários a situação vai ficando mais difícil. Torço para que eles consigam encontrar as pessoas certas para o lugar certo e a gente possa crescer”, pontuou.

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