Durante Congresso do Ensino Superior, ministro José Henrique Paim elege prioridades para a Educação em 2014

Fonte: Assessoria de Comunicação – FÓRUM – 07.04.2014

O ministro da Educação, Henrique Paim, elegeu a aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE) e do Instituto Nacional de Supervisão e Avaliação da Educação Superior (Insaes) no Congresso Nacional; além da expansão do financiamento dos programas sociais, como o Prouni e o FIES; e melhorar a qualidade da formação dos professores como prioridades da pasta para o ano de 2014. Ele falou sobre os desafios na abertura do VII Congresso Brasileiro da Educação Superior Particular, que acontece até amanhã (5/4), no Hotel Ritz Lagoa da Anta, em Maceió (AL). A organização é do Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior.

Paim afirmou que o MEC já trabalha para adequar sua estrutura e atender as metas do PNE, entre elas a que prevê a ampliação de 18% para 33% o percentual de alunos, entre 18 e 24 anos, matriculados na graduação. A entrada de um número maior de jovens permitirá também que se busque o equilíbrio entre os alunos do Ensino Superior matriculados em instituições públicas e privadas. “Hoje, o papel das particulares na formação dos jovens brasileiros é fundamental, pois respondem por 77% dos alunos graduados. Este dado reforça também a imensa responsabilidade dos gestores do ensino privado”, avaliou o ministro.

Outro foco apontado por Paim é aprovar, ainda no primeiro semestre, a criação do Insaes na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Para ele, não é possível que até quatro secretarias fiquem envolvidas com a supervisão dos cursos, além de suas atribuições normais. “O MEC está em diálogo constante com o Fórum para encontrar um consenso e avançar na aprovação do texto. Acredito que já estamos na reta final deste processo”, disse em sua palestra.

A aprovação do Insaes, complementou Henrique Paim, implicará também no avanço de outra prioridade para o MEC em 2014: a expansão do financiamento aos programas sociais do segmento, principalmente do Prouni e FIES. “A liberação do FIES para alunos da graduação EAD depende de regulação, que só avançará após o Insaes ser criado, pois ele terá o papel legal de supervisionar o uso dos recursos e a frequência dos estudantes”.

Grande parte da palestra do ministro da Educação foi dedicada à valorização do processo de formação dos professores. Entre os objetivos da pasta está o incentivo para que os docentes tenham acesso facilitado, entre outras coisas, à pós-graduação. “Novamente quero ressaltar a parceria entre o Governo Federal e as instituições de ensino superior particulares. Se a maior parte dos professores já é formada fora da rede pública, a tendência é que a procura pela especialização em escolas privadas também seja em proporção superior. Novamente o diálogo com o Fórum tem dado grande contribuição para anunciarmos novidades em breve”, encerrou Henrique Paim.

Além do ministro, participam do VII Congresso Brasileiro da Educação Superior Particular o secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior do Ministério da Educação (Seres/MEC), Jorge Messias; o secretário de Educação Superior (SESU/MEC), Paulo Sperle; e o presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Romeu Caputo.

O secretário executivo do Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular e organizador do Congresso, professor Gabriel Mario Rodrigues, entregou uma placa em homenagem aos serviços prestados pelo ministro Henrique Paim à educação brasileira. Em seu discurso, o dirigente destacou o papel do setor privado no desenvolvimento sócio-econômico do País, “se tornando um parceiro do Estado na oferta da Educação Superior”. Também elogiou o diálogo do MEC com a iniciativa privada, via Fórum, e o pioneirismo na discussão da importância da tecnologia para o ensino e o aprendizado.

Sobre o Fórum – O Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular tem como principal objetivo a mobilização do setor privado na elaboração de propostas consistentes e fundamentadas de interesse do setor. É formado pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), Associação Brasileira das Mantenedoras das Faculdades Isoladas e Integradas (Abrafi), Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup), Associação Nacional dos Centros Universitários (Anaceu), Federação Nacional das Escolas Particulares (FENEP) e Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino superior no Estado de São Paulo (Semesp).

 

 

Deixe um comentário

*

captcha *